sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo 2012...

Faço votos de um Feliz e Santo Natal e desejo um próspero Ano Novo aos meus queridos Irmãos e a todos os leitores!!!
E a todos deixo a seguinte reflexão a fazer:
"Se é costume se dizer que o Natal é sempre quando o Homem quiser, afinal quando será que ele o desejará e principalmente o cumprirá?"

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sessão de Solstício de Inverno de Grande Loja 2011...

Teve lugar no fim de semana passado, num local a coberto da indiscrição de profanos  a oriente de Lisboa, a sessão de Solstício de Inverno da Grande Loja da GLLP/GLRP.
A União, a Concórdia, a Sapiência, a Beleza, entre outras virtudes maçónicas estiveram bem representadas nesta sessão.
Pelo que considero que esta sessão ficará certamente para a história na e da Maçonaria Regular Portuguesa e quicá da Maçonaria Mundial.  O que me leva a afirmar que " a Luz voltou-se a fazer!".
Após a conclusão da sessão, foi celebrado um jantar branco em honra das cunhadas, no qual foi possível vivenciar o espírito fraternal que reina na nossa Augusta Fraternidade.

Mas uma coisa foi certa, saí dessa sessão contente e satisfeito, talvez como não me tenha acontecido antes.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para escutar (14)...


Hoje trago algo um pouco mais pesado que o habitual.
Hoje é a vez da banda do Irmão Burton Bell a fazer a sua aparição por estas bandas.
Às vezes a Arte Real aparece onde menos se espera...
Fear Factory ao vivo com a canção "Replica".

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sugestão Literária (10)...


Hoje a sugestão que  Vos faço, é o novo livro da pintora Carmen-Lara.
Tenho acompanhado as belas pinturas que ela tem feito nos seus vários blogues, mas destaco este sobre a temática maçónica e que dá pelo nome de " Arte Maçónica ".
É um espaço muito interessante, e o referido livro retrata a sua visão sobre a Arte Real.
E com um prefácio de António Arnaut (Past Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano), este é um livro a ler, sem dúvida alguma.
Livro: "Arte Maçónica, numa Visão Profana de Carmen-Lara", Editora Sítio do Livro.

Post Sciptum: O Lançamento do livro vai ser no Grémio Lusitano, sito ao Bairro Alto, Lisboa; no dia 13 do corrente mês, apartir das 18h30.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O "tú"...

Na Maçonaria existe o hábito de os seus membros se tratarem por irmãos ou manos, uma vez que a Ordem Maçónica é uma Irmandade Fraternal. Mas para além desse costume, existe outro que talvez faça alguma confusão aos recém-chegados.
É o facto de todos no seu trato habitual, se tratarem por “tú”.
Independentemente da idade, grau ou qualidade maçónica, todos, mas mesmo todos se tratam por “tú”. Enquanto na vida profana é se habitual as pessoas se tratarem por você, na Maçonaria não existe esse distanciamento pessoal.
Isto por si só, é uma demonstração que aos maçons não interessam os cargos, profissões que um irmão detenha na sua vida profissional. Em Loja todos sãos iguais entre si. Desde o mais pobre ao mais favorecido financeiramente não existe diferença no trato. Os “metais” ficam sempre fora de portas do Templo. Essa é uma das grandes qualidades que se podem encontrar na Maçonaria a par da Tolerância e do espírito fraternal.
E como entre irmãos não há lugar a deferências, é salutar o tratamento por “tú” do que por outra coisa qualquer. Aos mais novos, dá-se lhes confiança para se enturmarem com os mais velhos na casa, e aos mais idosos em idade, consegue-se que mantenham desse modo, um espírito jovem e reverencial que a todos agrada.
Esta forma de tratamento entre pessoas, foi dos hábitos que mais estranheza me causaram nos meus tempos de neófito.
É como se costuma dizer: “primeiro estranha-se, depois entranha-se…”

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Para escutar (13)...

Hoje trago a Vós uma música que muito toca aos maçons, do Irmão Wolfgang Amadeus Mozart , "Opening of the Lodge".

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Reportagem do “DN” sobre Maçonaria…

Na semana transata, o jornal "Diário de Notícias" publicou uma reportagem sobre a Maçonaria, a qual corolou com um debate aberto ao público na sua sede.
Esta reportagem ou grande reportagem como os jornalistas afirmaram ser, infelizmente não trouxe nada de novo que o público mais informado ou interessado nestes assuntos já não o conhecesse.
Aliás, para além desta reportagem conter algumas imprecisões, algo que não pode suceder em jornalismo de investigação, os assuntos tratados circulam pela internet em blogues ou páginas várias, que quase me atrevo a dizer que foi um trabalho de “copy&paste”.
Na referida reportagem quiseram-se “colar” pseudo-rivalidades entre Igreja Católica e a Maçonaria, algo incomparável entre si em virtude da diferença de desígnios e “campos de ação” de ambas as instituições.
Falaram da Justiça e da Política, temas esses sempre tão caros ao público em geral.
Fizeram pelo meio, publicidade a um livro de alguém que revela alguma hipersensibilidade maçónica.
E principalmente e o foco de interesse para o público, para matar a curiosidade da generalidade dos leitores e aumentar a sua tiragem diária, revelaram nomes, que afinal já estão revelados há muito tempo em virtude da sua condição de maçom ser assumida pelos respetivos irmãos, outros nomes foram apenas especulados, e quanto a isso não comento, porque em Maçonaria não comento especulações.
Enfim, abordou-se muita coisa e coisa nenhuma ao mesmo tempo.
Quase me fez pensar que estaria a ler uma das tão habituais reportagens sobre Maçonaria efetuada por outra publicação com nome de dia de semana…
Honestamente, eu estava à espera de encontrar algo que fizesse jus ao epíteto de “grande reportagem”, sinceramente que sim. Mas, encontrei coisa nenhuma que enquanto profano já não o soubesse…
Dessa forma no meu entender, nem o jornal saiu beneficiado literariamente, apenas financeiramente porque de certeza nesses dias bateu recordes de vendas (é essa a minha ideia); nem a Sociedade saiu beneficiada com a publicação de tal reportagem que apenas serviu para a confundir ainda mais.
A Maçonaria, essa sim, saiu beneficiada. Não pelas críticas e ataques sofridos, mas porque mais uma vez teve publicidade gratuita pelos media. E isso sim é que é importante.
Tal como um Amigo meu diz e bem: “O importante é a Maçonaria não cair no esquecimento, nunca!”.  Concordo inteiramente com essa afirmação, porque só assim a Maçonaria se pode afirmar e assumir como uma sociedade/associação de carácter não secreto.
Porque se o fosse, não se falaria tanto dela; pois ninguém fala daquilo que não conhece.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Silêncio...

 
Apesar das minhas variadas pesquisas sobre a Ordem Maçónica, após a minha Iniciação, percebi que por mais livros que lesse e pesquisas que na internet fizesse, eu era um “ignorante” maçom. E digo um “ignorante” maçom e não um maçom ignorante. Porque de facto não sou uma pessoa ignorante ou burra nem tenho sequer esse tipo de atitude na minha vida. Assumo é que sofro de Ignorância Maçónica.

Enquanto profano, considerava-me um profano com alguma cultura maçónica, seja lá o que isso for…
  As leituras, as pesquisas em fóruns especializados sobre a Arte Real, os vídeos e documentários que visionava, apenas me aumentavam os meus conhecimentos sobre a Maçonaria. Criaram-me uma certa disciplina de estudo e motivaram-me a aprender ainda mais. Pois cada vez que pesquisava, mais me “aguçava” o espírito.
Mas, por mais que lesse e estudasse, sentia que faltava ali “qualquer coisa”. Os livros e os vídeos não “mostravam” tudo. Não mostravam como se faz Maçonaria. E principalmente como se vive a Maçonaria. Para se fazer e viver a Maçonaria, é necessário a sentir.
  E algo que me permitiu viver e sentir a Maçonaria, foi o silêncio que me foi imposto enquanto Aprendiz.
Algumas das mais-valias desse silêncio, é aprender, ouvir e escutar de uma forma que se assim não fosse, influenciaria negativamente a minha aprendizagem.
  Apesar de eu estar obrigado a permanecer em silêncio no interior do Templo, eu assisto e rebato mentalmente o que se passa e o que se debate em Loja.
E ainda bem que tenho de permanecer calado, pois num sem número de vezes, me teria “espalhado ao cumprido”. Quantas vezes estive errado ou com ideias diferentes do que algo seria na realidade. O que é relevante é que se tivesse intervido, teria perturbado a harmonia da Loja e teria feito perder tempo aos meus Irmãos.
Sendo por isso, também, que um dos motivos pelos quais o Aprendiz deve permanecer calado em sessão de Loja, é para que aprenda e acima de tudo, discipline a sua vontade de falar. E assim falar somente o necessário, de forma sucinta apenas o que é importante que diga para conhecimento dos demais Irmãos.
É através do (seu) silêncio, tal como a citação latina “Audi, Vide, Tace”, (ver, ouvir, sentir/calar) o demonstra, é que a reflexão é posta em prática, analisando de forma demorada e paciente, o que se tem a aprender e principalmente o que se tem para dizer. De facto, reconhecer o valor do silêncio nos dias que correm, onde toda a gente parece mais preocupada em se fazer ouvir, do que ouvir alguém; é de elevada importância, por isso eu sinto-me grato pelo tempo em que tive de permanecer em silêncio.
  Estar em silêncio é uma das formas de se viver a Maçonaria, sobre as outras, por agora me manterei em silêncio…

terça-feira, 8 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Maçonaria Operativa / Maçonaria Especulativa...

A 24 de Junho de 1717 é fundada a Grande Loja de Inglaterra, proveniente da fusão de quatro lojas de pedreiros existentes na cidade de Londres, (A Coroa, O Ganso e a Gralha, A Taça e as Uvas, e A Macieira).

Com esta “fundação”, dá-se a transformação da Maçonaria Operativa em Maçonaria Especulativa, a Maçonaria contemporânea.

Mas o que são Maçonarias Operativas e/ou Especulativas?

A Maçonaria Operativa era a maçonaria dos pedreiros e construtores de catedrais que “praticavam” a sua arte desde o século X ao século XV e que durante esse tempo desenvolveram o estilo gótico, que hoje em dia ainda se pode observar nas catedrais que sobreviveram até aos tempos atuais, nomeadamente um dos expoentes máximos desse movimento estilístico, a Catedral de Chartres.

Os pedreiros e construtores desses tempos, tinham uma espécie de “carta de alforria” que os libertava de certas obrigações e impostos, e por isso eram designados por pedreiros-livres (freemason), termo que hoje em dia prevaleceu na maçonaria atual para diferenciar os pedreiros de ofício (stonemasons) em relação aos pedreiros do espírito (freemason).

Foi através dos seus conhecimentos (sabedoria) e da sua união (sindicatos/lojas) que eles se tornaram apetecíveis para uma burguesia que entrava numa nova era e começava então, a beber dos ensinamentos do Iluminismo. A Luz, a Liberdade, a Igualdade, e principalmente a Fraternidade eram novos valores populares. E os pedreiros operativos já os incluíam nos seus princípios há bastante tempo, pois movimentavam-se entre terras, mesmo desconhecidas, apenas conservando os seus conhecimentos, e se reconhecendo através dos seus toques, palavras e sinais, tal como os maçons atuais. A igualdade entre eles existia, mas desenvolvida num sistema de três graus, o Aprendiz e o Companheiro, e entre os companheiros seria designado um Mestre como diretor de obra. O desenvolvimento da fraternidade era o cúmulo do que se vivia nos seus locais de reunião, as Lojas.

Todavia, com o fim do Renascimento, o movimento gótico lentamente se extingue e as lojas de pedreiros operativos começam a declinar e a perder membros, mas na razão inversa, começam a ser visitadas por burgueses e estudantes de ciências ocultas (alquimistas, rosacruzes…) que tentados pelos conhecimentos e forma de estar dos pedreiros operativos, influíram para elas. E partir do momento em que as lojas operativas aceitaram estes novos pedreiros, que se transformaram em lojas especulativas. Não lojas onde se tratam assuntos de construção e fraternidade entre homens, mas para lojas onde o Homem é o centro da discussão. Originado um pensamento, o Homem deixou de ser construtor de catedrais, templos externos para construírem/desenvolverem o seu templo interno, o seu Eu.

Este tipo de lojas proliferou na época, ao mesmo tempo que as lojas operativas iam se extinguido, e com a adesão de novos membros, ricos e cultos, os temas abordados e as discussões acaloradas, levaram a que se criasse um conjunto de regras para que o respeito não resvalasse na violência, e foram criados os doze princípios da Regularidade que subsistem até hoje.

Como já afirmei no início, com a fusão de quatro lojas londrinas que originaram a Grande Loja de Inglaterra, a Maçonaria Especulativa evoluiu de tal forma que ainda hoje em dia, singra no mundo inteiro nas suas duas formas, Tradicional e regular e a Liberal ou adogmática.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Para escutar (12)...


Hoje é a vez da banda de Rock Melódico, os Dream Theater com o seu "Rite of Passage".
Espero que gostem, porque eu gosto (lol)

domingo, 23 de outubro de 2011

Citação (2)...

"Nem todo o sábio é forte ou necessáriamente belo. Mas se reunir estas 3 qualidades, será alguém justo e perfeito... "

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sugestão Literária (9)...

A sugestão de leitura maçónica que Vos trago aqui hoje, é um livro do Irmão (já no Oriente Eterno) Charles W. Leadbetter, 33º.
O  autor para além de maçom, foi também teosofista. E essa sua característica ou “qualidade” como quiserem considerar, está presente neste livro. Ou seja, durante a sua leitura, um leitor mais elucidado sobre estes temas mais “esotéricos” irá reparar nisso mesmo.
Apesar de ser um livro pequeno em tamanho e paginação, não é um livro “fácil” de se ler para quem ainda não tenha qualquer contacto com a Ordem Maçónica. Para o ler, o leitor terá de ter já alguma percepção sobre o que está a ler, não precisando por certo de ser um iniciado, pois qualquer profano mais interessado na Maçonaria e que já tenha feito algumas pesquisas, se encontrará habilitado a o ler. Mas mesmo assim terá de destrinçar e fazer a separação dos contextos que o autor aborda, numa obra “singular” como esta. Sendo por isso, que sugiro a leitura deste livro.
O esoterismo nele presente é sempre mais uma forma de um maçom ver a Maçonaria, e dependendo da corrente a que pertença (neste caso, a teosófica) cada um terá uma visão peculiar e pessoal sobre o que é a Arte Real.
O livro aborda as hipotéticas origens egípcias da Maçonaria, remontando ao Antigo Egipto; fala sobre determinados acontecimentos em Loja, alguns dos quais bastante esotéricos (na opinião do autor), fazendo uma demonstração do que se passa no Templo, durante um sessão ritual maçónica, entre outros assuntos.
Só por si, estes temas já são um espicaçar na curiosidade de quem estuda a Maçonaria. Depois, esta é uma obra “clássica” que eu considero que deve ser sempre lida, seja por profanos ou iniciados. E, num tempo como o que vivemos, em que este tipo de literatura começa a ficar “inundado” por tantas publicações do género em que falam da história da Maçonaria, dos seus Rituais; este livro é uma pedra no charco, devido à sua singularidade, porque apesar de não trazer nada de novo, ele mostra a visão que predominava nos movimentos teosóficos, espíritas e ocultistas dessa época (princípio do sec.XX) sobre a Maçonaria.
A não perder, porque apesar do seu conteúdo ocultista, é um livro bastante interessante de se ler.
"A Vida Oculta na Maçonaria" de Charles W. Leadbetter, Editora Pensamento.

sábado, 15 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sugestão Literária (8)...



Hoje o livro que Vos trago e sugiro, é um livro escrito pelo meu Amigo Luís Fonseca.
 Aliás, é o seu primeiro livro.
Obviamente e porque é tónica neste espaço referenciar livros que abordem a Ordem Maçónica, o Simbolismo e o Esoterismo; este livro é bem vindo aqui.
Não e tão só porque o seu autor é alguém próximo a mim, mas pela temática que envolve o livro, a Maçonaria, e principalmente um rito em particular, o "Rito Escocês Retificado".
Este rito é seguido fundamentalmente por maçons cristãos sendo por isso um rito peculiar.
 Sendo que devido às suas restrinções, (à semelhança de outros ritos cristãos, tais como o "Rito Sueco" entre outros...), não será um dos ritos mais praticados pela grande maioria do mundo maçónico, que prefere os "Rito de York" ou o "Rito Escocês Antigo e Aceite".
E isso é também, um dos motivos pelos quais o aqui trago ao vosso conhecimento, porque em relação aos dois ritos que mencionei anteriormente, existe uma vasta literatura sobre eles.
Este livro "Perit ut Vivat", é uma espécie de "pedra no charco", pois o que existe escrito em língua portuguesa sobre o R.E.R. é muito pouco, e a sua grande maioria são traduções de textos antigos e estrangeiros.
Assim, para quem não conhece o rito em si, para quem se interessa sobre Maçonaria Cristã (nomeadamente sobre o Martinesismo, Martinismo, os textos de Papus entre outros...), e principalmente para quem quer conhecer um pouco mais sobre a Ordem Maçónica, este é um livro interessante a ser lido.

Por enquanto apenas se pode adquirir AQUI.

Livro "Perit ut Vivat, Reflexões para o Grau de Aprendiz do Regime Escocês Retificado", por Luís Fonseca.



Post Scriptum: Aproveito para agradecer ao Luís de Matos a referência a esta postagem aqui, no site da "Maçonaria Cristã". 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Novo Ano Maçónico 6011-6012...

Que este ano que agora se inicia, seja de Respeito e Tolerância entre os Homens e que tudo corra de forma justa e perfeita.
Abraço Fraternal, meus Irmãos!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Eu, Pedra Bruta que sou...


Um dos vários motivos que me levaram a “bater à porta” do Templo e entrar na Maçonaria, e o mais importante (disso tenho a certeza!) foi o de precisamente puder “desbastar a minha pedra bruta”.
Pedra Bruta essa que não é uma capa ou camada rochosa que sirva de sustentação para a minha pele ou corpo; mas antes sim, uma capa que envolve a minha Alma.
Essa Pedra Bruta a ser (e que quer ser!!!) lapidada sou EU!!!
Não que eu tenha imperfeições ou quaisquer defeito no meu corpo. Nada disso!!!
Tenho antes, algumas imperfeições na Alma. Imperfeições essas que me impedem de ser um Homem Bom e Perfeito.
São vícios, são vontades e paixões a combater, muitos “Eus” e poucos “Outros”, que me impedem de ser alguém melhor do que aquilo que sou na realidade.
E são estas arestas defeituosas que eu quero desbastar, partir, extirpar de Mim.
  A Pedra Bruta em si, simboliza a Imperfeição do Homem comum, com os seus vários defeitos. E é o seu trabalho, o seu desbastar, o seu polir, que importa refletir.
Quais as ações a tomar, quais as ferramentas a ser usadas. Essas sim, são as tarefas de quem quer polir a sua pedra bruta.
  Quando na cerimónia da minha Iniciação segurei as ferramentas de Aprendiz e dei as  pancadas rituais na Pedra Bruta, senti naquele momento que algo em mim estava a mudar, senti que algo mudava para melhor. Senti que naquele momento aquela pedra era eu, e reparei que ainda tinha muito trabalho pela frente. Pois aquela pedra bruta, com as faces “mal amanhadas” como se usa dizer, em nada se parecia com a Pedra Cúbica e Perfeita que tanto almejo em me tornar.
E sei que só cultivando a prática do Bem, da Solidariedade bem como da Caridade, do cultivo da Fraternidade, Tolerância e Respeito pelo próximo, com uma enorme disciplina e vontade de aprender; somente dessa forma me poderei tornar numa Pedra Polida, e deixar de ser esta pedra tosca e feia que hoje sou.

Não sei se algum dia terei as minhas faces tão polidas e serei tão perfeito como a pedra "polida" que se encontra no interior do Templo; mas uma coisa tenho eu bem por certa, é que não me cansarei de usar o malho e o cinzel, por mais que as "mãos me doam" ou que os "calos me incomodem", até que a minha forma se assemelhe a ela. E quando chegar esse dia, poderei pousar e guardar finalmente as minhas ferramentas e então, poderei partir contente e satisfeito, pois pouco terei mais a fazer...

sábado, 17 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A "Palavra Maçónica"...

A “palavra maçónica” é um compromisso de honra efectuado pelo neófito quando tem contacto com os Mistérios da Arte Real. No qual ele se compromete a honrar e dignificar a Maçonaria, bem como em guardar segredo do que vir ou tomar conhecimento em sessão ritualista maçónica.

E como tal, nada mais é importante para o maçom do que respeitar a sua palavra, a sua palavra dada, a sua palavra de honra.
Sendo por isso, que uma das suas obrigações é a de ser um homem de bons costumes. Alguém que é honrado e vive sob bons preceitos morais.
Quando um maçom se compromete com algo, ele o cumpre ou o faz por cumprir, porque é a sua palavra que fica em questão. Se não o fizer, a sua credibilidade perante os seus irmãos e porventura demais profanos, será posta em causa, correndo o sério risco de ficar descredibilizado, e assim não puder viver da forma honrada como assim o deve fazer.
Essa palavra, vale mais que “mil assinaturas”, pois jamais poderá ser rasurada ou apagada. Quando ela é assumida, ela torna-se um compromisso para a vida do maçom. Tanto que a sua palavra deverá ser “eterna e imutável”. Logo será sempre um dever a ser cumprido!
Por isso, um maçom quando assume um compromisso ou quando opina sobre determinado tema ou matéria, tem de ter o cuidado e a parcimónia necessária. Pois com a sua opinião também pode ele, por em causa a Maçonaria na sua generalidade.
Normalmente quando alguém opina publicamente, apenas essa opinião o vincula a ele próprio. Mas em Maçonaria isso é diferente. E diferente porque, quando um maçom opina na via pública, as suas afirmações encontram um eco desproporcionado por vezes em relação ao que afirma. E tudo fruto do que a sua imagem enquanto maçom suscitar. A curiosidade sobre o que se passa no interior da Maçonaria é tão grande por parte dos profanos, que isso origina um excesso de “ruído” que maioritariamente causa um impacto negativo na Ordem em si. E é por isso que um maçom deve ser reservado quanto ao que opina, como opina e onde exerce a sua opinião. Aliás, se existe alguém que falará pela Obediência em si, serão apenas o Grão-Mestre e o Grande Orador, os restantes Irmãos apenas poderão opinar, mas vinculando-se apenas a si próprios nas afirmações proferidas.
Já na vida interna das Obediências Maçónicas, as palavras dos irmãos são muito bem-vindas, isto é, cada um (excepto se em sessão litúrgica, os Aprendizes e Companheiros se abstêm de falar) é livre de opinar sobre o que quiser, respeitando apenas as regras impostas pela Obediência, seja no cumprimento dos Landmarks (no caso de Obediências Regulares) seja no cumprimento do seu Regulamento Geral.

Resumindo, o segredo que existe na palavra de um maçom, encontra-se à vista de todos. É apenas se tomar atenção ao que diz e como o diz.

sábado, 3 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Para ver (1)...


A canção "We Do", retirada do Episódio dos Simpsons "Homer, O Grande" 6ª série, 12º episódio.

Mais info AQUI.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pequenas considerações sobre o "3"...



Para qualquer Maçom o número “3” tem uma relevância especial, pois este é um número cujo o seu carácter esotérico encontra presença na Arte Real.

O número “3” na sua forma numeral/sinal foi nos dado a conhecer pelos Povos Árabes que utilizavam esta sinalização. Mas existe a teoria de que a sua origem remonta à Índia e que fora conhecida pelos árabes através das suas incursões comerciais por terras do Extremo Oriente. O número “3” ao ser desenhado, ele é formado por três ângulos.
Por sua vez, na Escola Pitagórica, este número era tido em grande importância, mas não na sua forma numeral, mas antes na sua forma geométrica. E isto porque na Escola Pitagórica era estudada a Geometria e tudo o que em Natureza era análogo à relação entre ambas.
  Mas o número “3” também representa a “Trindade”. Não uma trindade apenas, mas as várias trindades existentes, sejam elas de cariz religioso, social ou filosófico. E é quase sempre nesta forma que ele aparece à Luz profana.
Eis algumas de entre as várias trindades conhecidas:
ü  A trindade Cristã: Pai, Filho e Espírito Santo.
ü  A trindade Hindu: Brahma, Shiva e Visnhu.
ü  A trindade Egípcia: Hórus, Ísis e Ósiris.
ü  A trindade Cabalística: Kether, Chokmah e Binah.
ü  A trindade Familiar: Pai, Mãe e Filho.
ü  A trindade Alquímica: Nigredo, Rubedo e Albedo.
ü  Os três Planos ou Dimensões: Material, Espiritual e Físico.
ü  O Lema: Bem Pensar, Bem Falar e Melhor Fazer…
E por aí fora…
  Sobretudo na Maçonaria (o mais relevante neste texto por razões óbvias) o “3” tem presença “obrigatória”, ou seja:
ü  Nos três princípios Maçónicos: Liberdade, Fraternidade e Igualdade.
ü  As três Luzes da Loja Maçónica: Venerável Mestre, Primeiro Vigilante e Segundo Vigilante.
ü  As três Ordens Arquitectónicas Gregas usadas nas colunetas maçónicas: Dórica, Jónica e Coríntia.
ü  As três qualidades maçónicas: Sabedoria, Força e Beleza.
ü  Os três pontos usados nas Abreviaturas e Códigos Maçónicos.
ü  A célebre frase latina que aborda a aprendizagem maçónica (na qual são citados os três principais sentidos): “Audi, Vide et Tace”.
ü  O Triângulo Equilátero (também ele, símbolo da Divindade).
ü  As romãs que se encontram sobre as Colunas que estão à entrada do Templo…

E principalmente nos seus deveres principais de um Maçom (outra manifestação da presença do “3”):
§  O respeito pelos Usos e Costumes da Maçonaria Regular,
§  A vontade em aprender, trabalhar e em progredir como Ser Humano,
§  e finalmente,  o guardar absoluto silêncio do que assistir ou ouvir em sessão maçónica, principalmente nunca revelando a condição de um Maçom a profanos.
E desta forma simples, ficaram demonstradas algumas das formas com que o “3” nos aparece no nosso dia-a-dia…







segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Na gruta"...

Em tempos, a uma gruta desci;
Estava escuro, e me perdi.
Ao longe uma luz brilhava
E eu para ela me encaminhava. 

Chegado a ela estanquei,
uma assembleia de homens encontrei.
Falavam eles, de solidariedade,
e em sã fraternidade, se encontravam. 

Vi que eram maçons.
A sua postura os denunciava;
Pois eram “homens bons”
Que nunca antes, eu encontrara. 

Acolheram-me entre eles
E aceitaram-me no seu seio.
Ensinando-me os rituais deles
Postando-me no seu meio. 

Ainda hoje estou com eles,
E como irmãos meus os considero.
Faço parte da vida deles,
Assim eu acredito e espero.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Para escutar (9)...


Da dupla Simon and Garfunkel, o "som do silêncio"...
Algo que em Maçonaria é muito importante e recordado...

domingo, 7 de agosto de 2011

Maçonaria e Família...

  Para o maçom, tal como para qualquer pessoa, a sua família é (ou o deveria ser…) o centro da sua vida. É à sua volta que ele planeia o seu presente e o seu futuro. Tendo para com ela o dever de a Honrar, Respeitar, Proteger, Sustentar e principalmente de a Amar. Tal como assim é exigido também pela Maçonaria.

  Para a Maçonaria, honrar a Família é um dever primordial. Tanto que um profano antes de se tornar maçom, tem de ter a consciência de que para ser iniciado maçom, tem de conseguir sustentar a sua família autonomamente, não podendo pensar que será a Ordem Maçónica a efectuar tal sustento. Sendo que se não lhe for possível a ele cumprir com as suas obrigações familiares, ele deve equacionar a sua entrada na Ordem Maçónica.
  Apesar das obrigações pecuniárias que o maçom tem, elas são essencialmente de carácter solidário e caritativo; a ele também lhe é cobrado “tempo”, tempo que também ele terá de dividir com a sua família. E se um dia não tem mais de 24 horas, e se grande parte delas as passamos a trabalhar ou a dormir, alguém será penalizado com isso. Ou o seu tempo pessoal de descanso ou o tempo que passa com os seus familiares, pois o seu emprego é que nunca poderá ser prejudicado, pois o trabalho é exaltado pela Ordem maçónica de tal forma que a caminhada e formação do maçom se faz através de labor e estudo. Por isso deve o candidato a maçom, reflectir o bastante sobre a sua vontade em fazer parte da Maçonaria.
Seja qual for a família de um maçom, ela mesmo é também cooptada pela sua Loja, integrando-se numa família global maçónica; entre irmãos, cunhadas, sobrinhos e sobrinhas… Todos juntos pelos mesmos ideais.
  O maçom ao longo da sua Vida, em diversas ocasiões, tem de abandonar a sua família, o seu lar, para assistir às sessões da Loja a que pertence. Nem sempre isso é bem aceite; umas vezes porque a sua família necessita da sua presença, outras mesmo porque apesar da família do maçom conhecer a sua condição, nem sempre a tolera ou a aceita facilmente, devido ao seu desconhecimento do que se trata no interior de uma Loja Maçónica. Mas também por isso e não só, em algumas ocasiões é normal se efectuarem “Sessões Brancas”, isto é, sessões sem carácter ritual onde podem comparecer simultaneamente Iniciados e Profanos (e inclusive “mulheres”). Sendo essas sessões, óptimas ocasiões para as famílias dos Maçons se conhecerem, conviverem e aproveitarem também para retirarem entre elas, as dúvidas que possam ter sobre A Ordem.
  Já os Maçons no seu trato habitual entre si, tratam-se por Irmãos, pois uma vez feito o Juramento Maçónico, o neófito é acolhido no seio do grupo, na sua nova família. Ele sabe que em qualquer parte do globo existe alguém nas mesmas condições que ele, que não o conhece mas que se preocupa consigo e com o seu bem-estar, que lhe envia os seus melhores pensamentos e energias positivas, para além de estar pronto para o ajudar no que necessitar. Esta é uma das consequências de se fazer parte da Família Maçónica e da sua vivência enquanto Fraternidade Universal.
É de salientar, que apesar da forma ou o que provir do auxílio entre Irmãos, se cumpra as legislações existentes. De forma alguma se pede ou se espera que alguém desrespeite a Lei!!!
Pois só unicamente dessa forma, se poderá viver o espírito fraterno da Maçonaria.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Visitando a Quinta da Regaleira (9)...


A "Arca de Noé", num pórtico exterior pertencente à igreja cristã, neo-templária da Quinta da Regaleira.


sábado, 30 de julho de 2011

Sobre o “assassino” de Oslo…

No decorrer desta semana, tenho assistido ao que já se denomina o “Massacre de Oslo”. O que me causou uma enorme tristeza e compaixão pelos falecidos.
Mas mais desolado fiquei, quando tive conhecimento que o seu perpertor, o norueguês Anders Breivick era um iniciado maçom. E digo era, porque já não o é! (E ainda bem!!!)
Logo após este trágico acontecimento, a Grande Loja da Noruega já veio  assumir a público a filiação maçónica e expulsão de Anders Breivick .
É este tipo de gente que devido aos seus atos que mancham a reputação da Ordem Maçónica.
Como pode ter tal personagem ter sido iniciado na Maçonaria?! Pois, de facto todos nós nos questionamos.
Se foi cooptado através de um “Processo de Inquirição” mal executado e de fraca qualidade?
Se conseguiu através de “malabarismos” vários, enganar os seus Inquiridores e Irmãos?
Se à época da sua Iniciação, era ainda uma pessoa dita “normal”? E só posteriormente veio a tornar-se no tresloucado que é? (Uma pessoa normal não comete assassínios, muito menos em massa…)
Mas existem uma multitude de possibilidades de resposta que só o próprio poderá assumir qual a real.
O que interessa de facto, é que Anders Breivick “poliu” muito mal a sua pedra bruta.
O problema é que durante o tempo que permaneceu na Maçonaria e a frequentar a sua respeitável Loja, não se moldou no seu carácter e nem se tornou uma pessoa melhor. Tanto ele andou por lá a perder o seu tempo (isto se não tinha segundas intenções) como fez perder tempo aos demais.
A Maçonaria Regular (no caso a da Noruega) defende a Liberdade dos Povos, de Credos e Religiões, e afasta-se de qualquer discussão política partidária em Loja. O que só por si, deveria ter levado a Anders Breivick a afastar-se da Maçonaria. Apesar dos ritos praticados na Noruega serem essencialmente de cariz cristão, a Maçonaria não renega outras confissões religiosas, e sendo o indivíduo, um cristão ferrenho e fanático, que não reconhece o direito à existência de outras religiões, bem como ser de extrema-direita, logo alguém pouco ou nada tolerante. E principalmente, ser xenófobo. Tudo aquilo que é contrário ao espírito maçónico.
Cada vez mais este tipo de erros de casting acontece, o que devia levar a uma melhor consciencialização de quem inquire, de quem convida e principalmente da respeitável Loja que acolhe. É este tipo de gente, que depois desonra os demais irmãos cumpridores da Lei, Liberdade e da Justiça. Que se vêm depois expostos na praça pública como pactuantes com este tipo de gente. Nada de mais errado!!!
Tanto que, assim que se soube da filiação maçónica do assassino de Oslo, a própria obediência veio a público condenar tais actos e lhe deu ordem de expulsão.
Mas mesmo que a Obediência não o expulsasse, duvido que ele continuasse a ser “maçom”, e digo duvido, porque para alguém o ser, tem de ser reconhecido como tal pelos demais. Logo, não acredito que os demais maçons no mundo inteiro o reconhecessem como irmão.
Eu pelo menos, não!!!