quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sugestão literária (6)...



Venho mais uma vez sugerir um livro de Christian Jacq. Livro este que foi um dos vários que me acompanharam durante este período de férias em que também estive ausente das lides blogueiras, mas nunca esquecendo o “maço e o cincel”. Instrumentos que me fazem companhia em permanência…
Desta feita, o livro aborda a conversa entre dois indivíduos que visitam uma catedral europeia e que se cruzam e conhecem por acaso, na medida em que um vai explicando/iniciando o outro nos mistérios encerrados nessa catedral.
A nível simbólico considero este livro excelente, pois mostra-nos "formas" de observar determinados símbolos; os quais  normalmente não os veriamos dessa maneira. Criando assim uma ideia mais íntima entre o leitor e a vasta simbologia que aparece no livro. Sendo por isso que considero também este livro como enriquecedor e uma mais-valia na biblioteca de quem se interessa por esoterismo ou pelo estudo dos símbolos.
“A Viagem Iniciática, os Trinta e Três degraus da Sabedoria”, de Christian Jacq, Editora Pergaminho, Coleção “O Homem e a História”.


sábado, 11 de junho de 2011

Férias

Vou estar de férias até ao fim do mês, por isso deixo-Vos a seguinte reflexão:
" O verdadeiro Maçom, é aquele que trabalha a sua pedra e a aperfeiçoa".

Independentemente de sermos profanos ou iniciados, não custa nada ter este tipo de conduta.
Só assim poderemos evoluir como Homens que somos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Prancha de Traçar"

Uma “Prancha de Traçar”, ou “Prancha Traçada” como também é costume se designar, pois é o resultado final que é avaliado, não é mais do que um trabalho efetuado por um maçom. Independentemente do material do qual é elaborado ou tema abordado, ela é sempre de extrema relevância no processo de aprendizagem e formação do maçom bem como no seu trajeto pelos vários graus do rito que pratique.

  O facto de se designarem por Pranchas de Traçar, os trabalhos apresentados em Loja e executados por Maçons, é originário da Maçonaria Operativa, a maçonaria dos artífices pedreiros da época da Idade Média.

Era nas suas pranchas que eles desenhavam as plantas dos imóveis, criavam os seus projetos de construção e montavam a maqueta da construção a realizar. Algo que nos dias de hoje, é efetuado pela classe dos arquitetos (provindo dessa classe outra designação pela qual também é conhecida a prancha de traçar, a “Peça de Arquitetura”).

 É através da execução de pranchas que o maçom toma um maior contato com a vasta simbologia maçónica e a interpreta à sua própria maneira. Ele nas suas pranchas, emprega o seu cunho pessoal e a sua noção sobre os vários assuntos ou temas maçónicos em análise.

Qualquer assunto é passível de ser traçado numa prancha, devendo apenas o mesmo ser executado através de um método de estudo e pesquisa sobre o tema, de forma a completar ou inovar o que já existe sobre a matéria em análise, ou se possível, criar algo novo que ainda não exista comentado ou feito, nomeadamente no caso de pranchas em que a pintura ou a música são a temática central.

  Todas as pranchas são passíveis de serem comentadas, apesar de ser costumeiro se afirmar que “prancha de Mestre não se comenta”, as críticas e comentários existem à mesma, nem que seja para assertivar ou elogiar o Irmão que a executou para além do tema que serviu de base à construção da prancha. Já em relação às pranchas dos Aprendizes e Companheiros, essas recebem as críticas necessárias à formação dos mesmos, na medida em que tal seja necessário.

  E tal como a construção mais simples é fruto de uma intensa pesquisa e enorme trabalho no seu desenvolvimento, também as pranchas dos pedreiros, agora “livres”, são executadas com o mesmo sentido de responsabilidade e labor. Sendo que a prancha a realizar, independentemente do seu tema, dever acima de tudo conter as três grandes qualidades maçónicas, “Força, Sabedoria e Beleza”.

“Força”, porque deve ser forte o suficiente para ficar impregnada na alma do maçom; “Sabedoria”, porque uma prancha deve conter informação relevante que ensine os demais; e “Beleza”, porque neste mundo nada pode ser forte e sapiente, se não encerrar em si algo de belo.

  Agora se esta prancha que eu “tracei” engloba as qualidades maçónicas, só os leitores o poderão afirmar… 
Disse.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O "Segredo Maçónico"...

  Muito se fala e especula sobre o segredo maçónico. O que é, o que será e o que representa.
Ele não é mais que uma conduta de Vida. E como tal não tem nada de segredo ou escondido.
  O tal segredo, como se costuma designar, é a forma de como o Maçom vive a sua vida. A forma como respeita, tolera, ama e se solidariza com o seu próximo, é que é a parte prática do segredo; pois a parte teórica está ao alcance de qualquer Homem se assim o pretender conhecer. São as boas normas de conduta moral e social que guiam o Maçom no seu dia-a-dia. E isso não tem nada de segredo, basta os curiosos atentarem na forma de estar e viver dos Maçons para perceberem afinal de que de segredo não há nada. O único segredo é de que tudo está à vista de todos, e tal como o ditado, “quanto mais à vista, menos se vê”, assim está o segredo maçónico. Tudo o resto, com trabalho, empenho e estudo é fácil de se descobrir…
  A vasta literatura maçónica que encontramos ora seja em livrarias especializadas ou na internet, nem sempre é fidedigna; pois a sua maioria é escrita por profanos, que por sua vez, também eles, têm um contato muito superficial e limitado com os mistérios da Ordem; advindo dessa restrição, a impossibilidade de providenciarem informação correta e fatual.
Uma grande parte dos rituais, palavras de passe e sinais que “pululam” por esse mundo fora, podem inclusivé não serem verdadeiros, ou o sendo, estarem desatualizados face aos dias de hoje. Causando dessa forma, enorme confusão aos detratores da Maçonaria, sobre quais afinal serão os seus segredos e mistérios.
  Apesar do core secret ser a “conduta do maçom”, tal como já afirmei, existem também “segredos” (ou neste caso concreto, informações) que devem ser conservados apenas entre Maçons.
E são para ser conservados tais segredos, porque fazem parte de um comprometimento pessoal em os honrar; e um maçom como pessoa honrada que deve ser, assim o deve escrupulosamente cumprir.
Os tais segredos que a maioria dos curiosos quer saber, mas que lhes estão vetados ao conhecimento (e passo a explicar o porquê) são:
Ø  Não revelar a condição de um Irmão maçom a profanos, porque dessa revelação poderão advir sérios prejuízos ao Irmão em causa, fruto da ignorância e malvadez de gente mal informada sobre o que trata a Ordem Maçónica.

Ø  Não revelar os rituais maçónicos e/ou cerimónias onde os mesmos são executados. Porque o seu conhecimento e execução poderão não ser compreendidos por quem receber essas informações, bem como, se os recipiendários, não sendo maçons, nada fariam de interessante ou fenomenal com essas informações.
Mas fundamentalmente, porque tais rituais e cerimónias não devem ser de domínio público, porque quaisquer cerimónias e rituais executados devem ser sentidos e vividos por quem os executa e vivência. Logo, se tornaria irrelevante o seu conhecimento ao público em geral, que não os interpretaria da melhor forma.


Ø  Não revelar o que se passa no seio de uma sessão ritual maçónica, nem quais os maçons nela presentes. Uma vez que, se outros guardam para si o que fazem nas suas casas, porque não os maçons poderem fazer o mesmo na sua casa?!
Não terão eles esse direito também?!
No fundo, é uma questão de “justiça social” ser respeitada a privacidade das reuniões de maçons. Porque para além de também eles, respeitarem a privacidade de outras organizações e particulares. Também o público em geral assim o faz.
Se o “direito à reserva de intimidade” existe para ser cumprido, então que seja por todos!

Ø  Não revelar as formas de identificação e reconhecimento entre maçons. Porque sendo algo do seu foro íntimo, deve ser respeitado como tal. E porque acima de tudo, a sua função serve apenas para reconhecimento de e entre Irmãos e nada mais. E uma vez que não se deve revelar a identidade de um irmão maçom a profanos, logo se for do conhecimento geral as formas de reconhecimento, facilmente se saberá quem é maçom e quem não o é. E se em Liberdade e Democracia isso é de somenos, em regimes ditatoriais, isso seria bem nefasto aos maçons. Pois quem defende valores de Igualdade, Fraternidade e Liberdade, não costuma ser bem tolerado nesses países.

Ø  E finalmente não revelar a outro Maçom, informação referente a grau superior ao que ele se encontrar. Porque para além de retirar o efeito surpresa ao Irmão em causa, na execução dos rituais do grau em questão, estará também a fornecer conhecimentos que possivelmente não lhe sejam inteligíveis. Ou seja, se a um maçom lhe for fornecida informação de um grau superior, ele não a saberá interpretar corretamente, para além de não a executar ritualmente na forma devida. O que ao contrário de melhorar a sua “cultura maçónica”, só o irá “prejudicar” na sua formação e caminhada como maçom.

Quanto ao resto, isso eu não posso contar, porque é “segredo”…

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sugestão Literária (5)...


Hoje trago-vos como sugestão de leitura, um livro do Professor José Manuel Anes sobre a Quinta da Regaleira.
Este é um dos livros dos quais não me fiquei por uma leitura apenas. Pois acho este livro bastante interessante, para além de trazer à luz alguma da principal simbologia contida na Quinta da Regaleira.
O livro também dispõe de um acervo fotográfico bastante interessante e revelador do interior da quinta, do palácio e dos seus jardins.
(Para os mais “distraídos”, aproveito para relembrar que tenho também por aqui publicado uma série de fotografias sobre a Quinta da Regaleira.)
O professor José Manuel Anes é uma das maiores autoridades nacionais no que toca a abordar a Mansão Filosofal que é a Quinta da Regaleira; uma das poucas mansões com estas características no mundo inteiro. Permitindo este livro, que se obtenham informações credíveis e fidedignas.
Aqui fica:
"Os Jardins Iniciáticos da Quinta da Regaleira”, José Manuel Anes, Ésquilo Editora"

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Maçonaria, secreta?!

Ouço com bastante frequência por parte de profanos, a afirmação de que a “Maçonaria é uma sociedade secreta”.
Afirmação essa com a qual discordo na íntegra.
(Sendo este texto o primeiro de uma série de três sobre este assunto).
A Maçonaria na sua essência é uma associação fraternal e universal, de carácter iniciático-progressivo, e com uma vertente  filantrópica e social, que promove a Liberdade, Igualdade e a Fraternidade entre os Homens, mas discreta! Isto é, uma associação não secreta mas com segredos. (Que abordarei noutro texto).
Ora se existe a ideia generalizada da secretecidade da Maçonaria, então ela como instituição dita secreta, não estará a tomar os cuidados e a reserva necessária para se proteger.
Nada de mais errado !!!
A grande maioria das Obediências Maçónicas (ex:  GLLP/GLRP), Respeitáveis Lojas (ex: RLMAD ) tem páginas oficiais na internet, os seus dias de reunião encontram-se publicados em jornais e publicações várias, existem vários documentários feitos e televisionados; no YouTube existem vários clips de video sobre a Arte Real, estando os  supostos rituais e formas de reconhecimento maçónicos publicamente na internet, bastando apenas alguma perca (ou ganho) de tempo; existem vários blogues e páginas maçónicas com informação fidedigna escritas por maçons (ex: “ A Partir Pedra ”); e inclusivé, as moradas das Respeitáveis Lojas são de domínio público e encontram-se elas, registadas em Conservatórios Notariais.
Logo, com tanta informação e publicidade feita, como se pode assumir que a Maçonaria é uma sociedade secreta?!
Só posso afirmar que não o é, de todo!
Aliás, se a Maçonaria fosse uma sociedade secreta, não estariam agora a ler estas linhas, pela simples razão de que este espaço não existiria à vista profana.
Post Scriptum: Quem quiser “bater à porta”, saberá certamente onde se dirigir…

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Para escutar (4)...


A ária da "Rainha da Noite", pertencente à Ópera "A Flauta Mágica" de Wolfgang Amadeus Mozart.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sugestão Literária (4)...


  A sugestão literária que hoje Vos trago, é um livro de Christian Jacq, “O Monge e o  Venerável”.
 O enredo deste livro leva-nos ao tempo da Segunda Guerra Mundial, à França ocupada pelos nazis.
  Esta estória baseada em fatos reais, aborda a detenção de maçons no decorrer de uma sessão de loja em Paris, e a de um monge católico, que posteriormente partilham em conjunto a mesma cela.
  O debate que fruiu entre o venerável da Loja e o monge durante o seu encarceramento é o tema central do enredo desta obra.
  É bastante interessante este livro, tanto do ponto de vista histórico como do filosófico, pois as situação abordadas por ele, tocam-nos no coração, em virtude das duvidas que ambos os intervenientes principais do livro têm, bem como pela situação vivida por eles.
  A ler e a comprar, pois não é por demais ter este livro na nossa biblioteca pessoal, porque este livro é daqueles que se lêem e se voltam a reler…
Aqui fica: “O Monge e o  Venerável”, de Christian Jacq, Bertrand Editora.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Boa Páscoa!!!

  Faço votos de uma boa Páscoa ou de uma boa Pessach (como o preferirem).
  Para os católicos este é um tempo de reflexão, pois simboliza a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, o Messias cristão.
  Para os judeus, esta época do calendário simboliza a “fuga” dos judeus cativos no Egipto, em direcção à Terra Prometida por Yahvé. Mas principalmente refere-se à noite em que Moisés pede aos judeus para sacrificarem um cordeiro e que com o sangue derramado, pintassem as ombreiras das portas de suas casas, para que eles não sofressem com a décima praga, a passagem do anjo da morte que Yahvé enviou ao Egipto, e com esse sacrificio  não morressem os seus filhos primogénitos.
  Bem, tirando a parte mais religiosa da festa, esta é também uma época de gulodice e de estragar a dieta. Por isso, faço votos de muitas amêndoas e chocolates na barriguinha.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Visitando a Quinta da Regaleira (4)...


O Banco dos Galgos, onde existe uma clara referência ao 5-1-5 da "Divina Comédia", escrita por  Dante Alighieri.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Livres e de Bons Costumes...

A obrigatoriedade de um candidato a Maçon (e posteriormente, continuar a …) ser livre e de bons costumes, remonta à época da fundação da Maçonaria Especulativa, no século XVIII, época do Iluminismo. Essa mesma obrigatoriedade é um dos Landmarks que regem a nossa Augusta Ordem e na sua observância e cumprimento dos mesmos, garante a Regularidade Maçónica à nossa Muito Respeitável Obediência (GLLP/GLRP).
  Quanto à premissa de “ser-se livre”, deve-se ao fato de à época, ainda existir a escravatura em vários locais do globo e como tal, para se ser iniciado era necessário ser-se “livre”, isto é, não ser “pertença de ninguém”. É claro que hoje em dia, essa obrigatoriedade não se põe, apenas se mantém essa premissa devido ao enorme simbolismo que a mesma acarreta. Porque hoje em dia todos somos pessoas livres. Só não o é quem se encontrar detido devido ao cumprimento de penalização criminal, e se encontrar-se nessa condição, logo não será iniciado.
Também quando se diz que o candidato deve ser livre, ele deve ser livre de dogmas e ter uma mente aberta. Livre de dogmas porque lhe permite discutir, debater; e ter a mente aberta, porque isso lhe proporcionará a interpretação da vasta simbologia inerente à Maçonaria.
  Em Maçonaria, costuma-se dizer que se deseja um “Homem Livre”, pois é do entendimento da Ordem, que o homem não deve estar submetido a vícios e paixões tais, que o prejudiquem ou condicionem a sua própria vontade; sendo que por isso mesmo, um dos trabalhos do Maçon, é “vencer as suas paixões…”.
  E essa submissão da vontade, é apenas a vontade de aprender, de se tornar melhor pessoa, seguindo os costumes e preceitos da Arte Real. Em nada lhe é retirada a sua liberdade ou condicionada a sua opinião.


  Mas também como livre se poderá entender por alguém que se consegue sustentar, que consegue cumprir com as despesas habituais em Maçonaria, com ações de solidariedade e caridade, tronco da viúva, com quotas e paramentos, etc, sem com isso prejudicar o sustento da sua família. Por isso livre, de liberto de condicionalismos financeiros que prejudiquem ou penalizem a sua família pelo fato de ser Maçon.
   Os “bons costumes”, são (quase) como uma obrigação para se viver em liberdade e cidadania na nossa Sociedade. Logo, a Maçonaria que se quer como uma instituição que atua na Sociedade Civil, através dos bons exemplos de conduta dos seus membros, aproveita e exalta a sua moralização de costumes.
Sendo que por “bons costumes” entendamos a observância e cumprimento de bons princípios e preceitos morais e sociais, boa retidão da conduta pessoal, o respeito e a tolerância pelo próximo e pelas suas ideias, o respeito pela Família, ser um bom trabalhador….
Enfim, tudo o que se quer como características pertencentes a um “Homem Bom”.
E à Maçonaria interessa ter nas suas fileiras homens assim… “livres e de bons costumes”, os outros são dispensáveis…

segunda-feira, 11 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"A Partir Pedra"...


O Blogue "A Partir Pedra ", escrito por Mestres Maçons afetos à Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues Nº5 GLLP/GLRP (Respeitável Loja da qual faço parte do seu Quadro de Obreiros), fez questão de publicitar aqui o " Pedra de Buril".

Desde já, envio os meus Agradecimentos aos meus queridos Irmãos Mestres, pela sua atenção a este espaço que ainda agora começa a caminhar. Esperando eu um dia, que este espaço se encontre ao nível da enorme qualidade do seu blogue irmão "maior" .

Aqui fica o link : "A Partir Pedra".  A Visitar!!!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Visitando a Quinta da Regaleira (3)...


A presença do Grande Arquiteto do Universo no teto da entrada da Capela Crístico-Neotemplária da Quinta da Regaleira.

domingo, 3 de abril de 2011

"A Cadeia de União"...

  É quando se forma a “Cadeia de União” que o Maçon tem um contato mais amplo com os seus Irmãos. Pois é na Cadeia de União que o Maçon recebe e envia a sua energia para os restantes Irmãos através da sua meditação. É nessa simbiose, nesse canalizar de vontades e de pensamentos, que se potencia a união que envolve os Maçons.
 Logo, a “Cadeia de União” é um dos pontos altos de uma sessão maçónica, e não há uma sessão sequer, onde ela não seja executada, tendo um cariz universal. Nela são partilhados os sentimentos e pensamentos dos Maçons em relação aos seus Irmãos, independentemente do local do globo de onde se encontrem, e lhes enviam os desejos de rápidas melhoras (aos que se encontrem enfermos) e de um breve regresso a casa (aos que se encontrem longe de seu lar)... Sendo que, através de uma perfeita execução da Cadeia de União, que melhor se desenvolve o sentimento e espírito de fraternidade que existe entre os Maçons. E só apenas, depois da sua execução ritual, é que em Loja se despedem os obreiros felizes e satisfeitos…
  Os maçons intervenientes na execução da cadeia de união, apesar de serem “peças” soltas; formam no seu conjunto, uma única parte. Pois apesar da sua própria individualidade, os seus desejos são uniformes e a bem da Humanidade. Sendo a Cadeia de União executada através da esquadria que deve persistir na conduta do Maçon.
  Mesmo no Templo Maçónico, a Cadeia de União está sempre representada em permanência. Sendo simbolicamente representada através dos ornamentos da Loja. Quer através da “Orla Dentada” que circunda o Pavimento Mosaico, quer pela “Corda dos 81 nós”.
  Pela orla dentada, simbolizando o sentimento de fraternidade que liga todos os Maçons no mundo inteiro. E pela corda dos 81 nós, simbolizando os laços de amor que devem unir os Maçons e a comunhão de ideias que devem todos os Maçons partilhar.
  Concluindo-se assim, que a Cadeia de União é uma partilha mútua de sentimentos e desejos que une os Maçons entre si, estejam eles onde estiverem…
Disse.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Sugestão Literária (3)…


Hoje trago-vos o livro “Salazar, o Maçon” de José da Costa Pimenta.
  Este livro é uma obra interessante do ponto de vista em que sugere a teoria de que António de Oliveira Salazar teria ligações à Maçonaria Portuguesa.
  Nos vários capítulos do livro, o autor aborda e analisa várias situações decorrentes do comportamento e forma de agir de Oliveira Salazar; que segundo o autor, denunciariam a sua suposta pertença à Ordem Maçónica. Quanto a provas e confirmações desta teoria, não há nada que o comprove a não ser as ideias do autor.
  Sabe-se que Oliveira Salazar teve uma relação forte com a Igreja Católica, devido à sua educação e formação pessoal, bem como à sua enorme amizade com o Cardeal Cerejeira, pessoa importante no regime do Estado Novo.
Todos sabemos que a Maçonaria foi bastante discreta durante o Estado Novo, fruto de alguma perseguição por parte da P.I.D.E., mas nada existe a comprovar uma relação directa entre esta e alguma opinião pessoal anti-maçónica por parte de Oliveira Salazar.
  Do que li, nada me fez chegar à conclusão de que Oliveira Salazar foi efetivamente maçon a não ser algumas coincidências comportamentais em certas ocasiões, algumas contudo retiradas por certo, do contexto de onde sucederam para poderem justificar a opinião do autor (minha opinião).
  De facto, o livro é interessante apenas devido às congeminações feitas pelo autor e principalmente pelo apêndice final, em que vêm publicadas várias supostas fórmulas de reconhecimento entre maçons de vários graus, desde o primeiro grau ao trigésimo terceiro grau do Rito Escocês Antigo e Aceite. Algo que para profanos é sempre mais um ponto de interesse. Não posso confirmar se na realidade estas fórmulas de reconhecimento são verdadeiras, pois não conheço grande parte dos graus deste rito, mas mesmo que os conhecesse, nunca eu os poderia revelar ( por razões óbvias).
  No seu todo e na minha honesta opinião, acho o livro um pouco pobre de conteúdo, isto é, o autor mistura vários contextos maçónicos sobre variadíssimos graus como se fosse tudo a mesma coisa. (Não percebo qual a sua intenção ao efectuar tal confusão, só decorrendo a mesma da sua iliteracia maçónica, por suposto). Para além de que, esta obra não traz nada de novo a um género literário já tão cheio de supostas teorias que apenas fomentam a desinformação ou confusão entre os leitores. Sendo por isso, que ficará ao critério dos leitores desta obra; se a informação revelada por Costa Pimenta é real e factual ou não.
  No fundo, parece-me em meu entender que o autor ao querer revelar per si supostos rituais maçónicos, utilizou o nome de Oliveira Salazar apenas como mote para publicitar o seu livro.
Fica aqui a minha sugestão literária:  “Salazar, o Maçon” de José da Costa Pimenta, Bertrand Editores.
A ler…

segunda-feira, 28 de março de 2011

Grande Sessão de Equinócio da Primavera 2011…

   Foi realizado este fim de semana num local a coberto de profanos e a oriente de Braga, a Sessão de Equinócio da Primavera da Grande Loja Legal de Portugal.
  Nesta sessão para além de se tratarem de temas respeitantes à vida interna da Obediência, foram também investidos os novos Grandes Oficiais para o mandato do atual Grão-Mestre, o Muito Respeitável Irmão José Moreno.
  Aos meus queridos Irmãos, desejo um mandato frutuoso e auspicioso, à Gloria do Grande Arquiteto do Universo.
  Para eles, um Triplo Abraço Fraternal…

domingo, 27 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tronco da Viúva...

  O “Tronco da Viúva” é também designado por “Tronco da Beneficência” ou “Tronco da Solidariedade”.
  Ao Tronco da Viúva são lhe atribuídas várias origens, pelo que uma das mais assumidas pela Maçonaria tem origem bíblica.
Hiram Abiff, mestre construtor do Templo de Salomão era filho de uma viúva. Mestre esse, que foi assassinado por três companheiros seus, por não querer divulgar os segredos de construção a que estava sujeito como mestre-de-obras. Esse assassinato veio mais tarde a originar uma das mais importantes lendas da Maçonaria; a qual está na base da maioria dos ritos maçónicos atuais. Advindo dessa lenda, o epíteto de “Filhos da Viúva”, com que se costumam designar os Maçons.
O facto de se designar por “tronco”, deve-se ao facto dos trabalhadores afectos à construção do Templo de Salomão, os Aprendizes e Companheiros, receberem os seus salários ao final do dia, junto às colunas do Templo. Para além de que etimologicamente, “caixa de esmolas” na língua francesa também se designar por “tronc”.
Sendo que o termo “Tronco da Viúva”, simboliza também uma (caixa de) esmola para socorro e auxílio das esposas (e filhos menores) de Irmãos falecidos.
  Em Loja é o Mestre Hospitaleiro que está encarregado de fazer circular o Tronco da Viúva. Tronco esse, que em dado momento litúrgico de uma sessão maçónica, circula pelos Irmãos para que possam efetuar o seu óbolo na medida em que tal lhes seja possível.
Cabe ao Mestre Hospitaleiro e ao Mestre Tesoureiro, cuidarem para que ele se encontre numa situação-equilíbrio para que se possa prestar o auxílio necessário a quem dele reclamar. E como tal, o Tronco da Viúva não se quer nem muito cheio nem muito vazio. Se o mesmo se encontrar vazio, é porque as doações não serão significativas, correndo-se o risco, de se não se auxiliar quem dele necessitar numa situação imediata. Mas se ele se encontrar cheio, é porque quem necessitar de auxílio, não o estará a receber na devida forma.
Sendo que um dos deveres do Mestre Hospitaleiro é o de bem aconselhar o Venerável Mestre sobre os fins a darem às importâncias obtidas na circulação do Tronco da Viúva em Loja. A quem ou a quais, sejam Irmãos ou Instituições Sociais de que os necessitem.
  Essa também é uma das funções sociais da Maçonaria. Ajudar outras instituições carenciadas que necessitem de auxílio; não procurando o Maçon o reconhecimento de tais atos, pois a soberba não deve existir nas suas ações. O Maçon assim faz, porque simplesmente acha de que o deve fazer, não porque procura méritos ou benefícios com isso. Sendo que, por não se procurar reconhecimentos ou assumir falsos méritos, é que a caridade maçónica sob a forma de tronco, é feita de forma reservada, nunca devendo um Maçon mostrar o que deposita no Tronco da Viúva. Quem procurar reconhecimento, deve procurar outro sítio para fazer a sua solidariedade, a sua caridade.
  O Tronco em si mesmo, é uma forma de Solidariedade, ele lembra ao Maçon, que a beneficência e a solidariedade devem estar presentes ao longo da sua vida, fazendo ambos parte dos deveres do Maçon. Além de que, na circulação do Tronco da Viúva em Loja se relembrar ao Maçon que ele deve ser generoso e caritativo. Por isso, quando um Maçon faz o seu óbolo, ele deve dar um pouco de si também. Mas nunca com o pensamento de que um dia se necessitar, terá algo a que se “agarrar”. O Tronco da Viúva não serve de ”almofada” para os Maçons. Não devendo eles se aproveitarem da sua existência, para mais tarde o utilizarem sem razão aparente.
Quando um Maçon faz a sua entrega, a sua dádiva para o Tronco da Viúva, a única coisa que deve ter em mente, é o de partilhar um pouco de si mesmo e do que tem com os demais Irmãos.
  Mas apesar de não ser uma obrigação principal da Maçonaria, pois a mesma não é uma IPSS, cabe ao Maçon ter um espírito solidário com quem dele necessite. Por isso mesmo, a missão do Tronco da Viúva, é a de ajudar um Irmão que necessite de auxílio.
Mas para alguém puder ser ajudado, é também necessário que o Irmão em causa reconheça a sua necessidade de auxílio. Mas, nem sempre quem precisa de ajuda, o solicita. A vergonha ou inclusive o orgulho, são em grande parte dos casos, o “travão” pessoal à procura de auxílio. Quem precisa de ajuda, deve por para “trás das costas” tais sentimentos, pois agindo assim, corre o sério risco de perder toda a ajuda que necessitar. E hoje em dia, devido à forma acelerada de como vivemos as nossas vidas, nem sempre nos é possível perceber quem necessita da nossa ajuda.
  Todos nós em certas alturas da Vida, passamos por momentos em que fraquejamos ou que a nossa força mental não nos consegue ajudar a suportar o dia-a-dia.
 É principalmente nesses casos que o Maçon deve ajudar os seus Irmãos. Tentando se aperceber com a sua iluminação, quem necessita mais dele. Mas essa ajuda nem sempre deve ser (ou pode ser…) financeira mas antes moral ou espiritual, pois nem todas as carências de um Irmão são pecuniárias ou materiais. Muitas vezes apenas alguém necessita de uma palavra de inspiração, uma “palmada nas costas” ou um simples gesto de afeto e carinho. Tais gestos com certeza não podem ser depositados num saco, devem-no antes ser entregues (pessoalmente) ao Irmão necessitado. É amparando o seu irmão, que o Maçon lhe demonstra a sua solidariedade e vive o espírito de fraternidade que a Maçonaria lhe oferece.
  Tal como afirmei anteriormente, a Maçonaria não é uma IPSS. Antes é uma Instituição que promove a Solidariedade, a Beneficência, a Fraternidade. E como tal, a sua principal missão é ser solidária com os seus membros/Irmãos. Sendo assim, não deve uma Loja virar as costas a um Irmão que esteja em apuros, devendo antes, correr em seu auxílio e o amparar na resolução dos seus problemas. E é para isso que fundamentalmente existe o Tronco da Viúva.
 A única obrigação que ele tem, é a de ser bem utilizado!
Disse.                                                    

segunda-feira, 21 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011

Tragédia no Japão...

Neste tempo triste, em que diariamente vemos e revemos nas TVs, a tragédia que assolou o Japão, devemos manter os nossos pensamentos dirigidos para as pessoas que sofreram com este desastre natural.
Assim meus queridos Irmãos sugiroque na Cadeia de União das nossas sessões de Loja,os nossos pensamentos estejam com eles...

sábado, 12 de março de 2011

Sugestão Literária (2)...


Desta vez venho sugerir um livro lançado no ano passado (2010) pela Editora "Diário de Bordo", que trata sobre a nossa Augusta Ordem, e que tem um  tema homónimo ao título do livro, A Maçonaria Regular.

Este livro tem o apoio da Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal, sendo  autores de alguns dos seus textos nada mais, nada menos que dois Ex-Grão Mestres, os Muito Respeitáveis Irmão José Manuel Anes e Irmão Mário Martin Guia,  o atual Grão Mestre, o Muito Respeitável Irmão José Moreno (Irmão do Quadro de Obreiros da Respeitável Loja a que pertenço e da qual me orgulho em pertencer)  e o Grão Prior/Grão Mestre Nacional da Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa do Grande Priorato Independente da Lusitânia, o Muito Respeitável Irmão, Nuno Nazareth Fernandes.

O livro aborda as origens da Maçonaria atual ( também designada por Maçonaria Especulativa), os Ritos com maior expressão na GLLP/GLRP (O Rito Escocês Antigo e Aceite, o Rito de York e o Rito Escocês Retificado), bem como uma entrevista ao Past-Grão Mestre, onde o entrevistado dá amplas explicações sobre os deveres de um Maçon e qual a finalidade da Maçonaria e seu campo de ação.
Tem também no seu epílogo, uma breve referência final a alguns  Irmãos Maçons ilustres que já se encontram no Grande Oriente Eterno.

É um livro muito bem ilustrado, com imagens muito sugestivas sobre a Arte Real, a arte dos Maçons.

Posto isto, só falta mesmo recordar o seu título:

"Maçonaria Regular", Edição de "Diário de Bordo".


Post Scriptum: Em jeito de Agradecimento, não podia deixar de fazer referência ao MQI\, P\R\, pela sua generosidade e enorme simpatia, em me ter oferecido este livro.
Muito Obrigado, Meu Irmão. TAF

segunda-feira, 7 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

"THE PATH... "

Todos os caminhos têm um início e um fim, mas principalmente e o que é realmente importante é o que se faz no seu percurso.
As ações realizadas, as decisões tomadas e o espaço/tempo percorrido, serão certamente a sua raiz principal.
Independentemente do seu trajeto ter um "bom" início, se a meio tivermos decisões ou opções erradas, o seu final nunca será o melhor ou o tal que foi ambicionado atingir.
Cabe ao Homem com o seu "livre arbítrio" tomar as melhores decisões e exigir de si próprio o seu melhor, por forma a que possa atingir a meta traçada, pelo roteiro delineado; tendo apenas como obrigações a persistência, a perspicácia, a ambição e o respeito pela integridade do próximo para que consiga chegar ao fim do seu caminho.
Qualquer Homem que assim agir, certamente que terá um caminho auspicioso e mesmo que infelizmente a viagem não corra bem, se tiver seguido estes "pergaminhos", o percurso realizado nunca terá sido em vão... mesmo que não atinja o seu fim.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Pedra Bruta (2)"


A Pedra Bruta à primeira vista, é apenas um pedaço de pedra tosca e imperfeita, um bocado de rocha com arestas vincadas e ásperas, sem forma definida.
Tal se assemelha ao Aprendiz Maçon quando entra em Loja pela primeira vez. Ele próprio é essa pedra grosseira. Ela representa o seu estado e o longo caminho que ele tem ainda a percorrer…
O trabalho do Aprendiz consiste no desbastar dessa pedra bruta; no seu aprimoramento pessoal e moral.
O Aprendiz com o auxílio do malho e do cinzel, com sua vontade própria e o desejo de melhorar, deve desbastar essa pedra bruta (ele) e dar-lhe forma, torna-la perfeita, com as suas faces bem polidas e transformar essa pedra, numa pedra cúbica.
E essa transformação, passa por numa fase primária, burilar as pontas, as arestas que a pedra tem. Tentar ele próprio, vencer os seus medos e receios, “acalmar” as suas ansiedades, adquirir a concentração e disciplina necessárias à tarefa a que se propõe. Só dominando os seus pensamentos poderá ele então dominar as suas atitudes. Pensando com a clareza e discernimento necessário para que nada diga ou nada faça que não tenha a certeza de o fazer.
 E só depois desse “pequeno/grande trabalho”, no qual, também expos o interior da pedra à vista de todos, o seu Interior (Alma), é que poderá então tornar a pedra mais harmoniosa, alisando e polindo a sua face, através da sua persistência em se tornar melhor pessoa, sendo mais solidário, mais tolerante e mais fraterno com o seu próximo.
Só assim, a pedra começará a ganhar a forma desejada, e se poderá concluir então, se o trabalho efetuado, se encontra no caminho certo.
E só pesando os prós e os contras, o antes e o depois, se conseguirá analisar o que se tem conquistado com este labutar. Que será sempre mais do que o que se perdeu ou gastou em tempo e energia para se poder dedicar a essa árdua tarefa. Certamente durante esse processo aumentou o seu conhecimento sobre várias matérias, mas acima de tudo, melhorou o seu auto-conhecimento (o mais importante deste processo).
Como proporcionalmente, se perderam vícios e comodismos que nada trazem de melhor à sua vida, e que só o “atrasam” na percepção do mundo em que vive.
E é nesse mundo profano, em que o Aprendiz vive, que deve ele usar os seus conhecimentos e a experiência adquirida no polir a sua pedra, que ele deverá exercer a sua influência. Sendo um exemplo de boa conduta para os demais, sempre cumpridor dos deveres e regras tal como qualquer outro cidadão seja obrigado a cumprir e a respeitar. Nunca estando acima da Lei, mas ao seu nível.
E apesar do trabalho de se desbastar a pedra bruta, ser um trabalho e caminho (evolução) pessoal, ele não se faz solitariamente. Existe sempre alguém pronto para o ajudar nesse percurso, nunca o facilitando, mas servindo apenas de apoio e guia. E esse acompanhamento, esse “guia”, ele pode encontrar na sua Respeitável Loja, refletido nos seus Irmãos.
E na sua Respeitável Loja, através da partilha mútua de conhecimentos e experiências em Loja com os seus Irmãos, fazendo uso do seu tempo disponível (às vezes sacrificando inclusive a sua família), se envolvendo mais nas atividades da Loja, estudando o catecismo, tomando atenção ao que lhe dizem e cumprindo de forma laboriosa o ritual, que o aprendizado do Aprendiz se faz (o próprio desbastar a pedra bruta, é um processo de aprendizagem e ensino).
Ele aprende porque usufrui da informação e experiências que os seus Irmãos lhe podem oferecer. Mas também deve ele ensinar os seu Irmãos, partilhando o que sabe e auxiliá-los no que eles mais precisem. Porque um dos seus próprios deveres, é também auxiliar os seus Irmão no desbastar das suas pedras… Pois também ele os “transforma”, com a sua forma de estar, exemplo de conduta e conhecimento.
Somente partilhando o que se tem, é que se pode obter mais, nunca num sentido material, mas antes, num sentido espiritual. Só doando parte dele próprio, poderá conquistar mais Conhecimento, ser Respeitado e ter a Amizade dos seus Irmãos.

Às vezes pensa-se que partir pedra e polir a mesma, é um trabalho fácil.
Mas desengane-se quem assim pensa. Se fosse assim tão fácil, eu não seria Maçon!
Disse.