- Harry Houdinni.
- Charles Lindberg.
- Duke Ellington.
SOU COMO UMA PEDRA DE BURIL. PEDRA QUE VAI BURILANDO, PEDRA QUE SE VAI POLINDO... SIGO NESTE TRILHO QUE É A VIDA, ALMEJANDO BUSCAR A "ILUMINAÇÃO"...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
"Pedra Bruta (2)"
A Pedra Bruta à primeira vista, é apenas um pedaço de pedra tosca e imperfeita, um bocado de rocha com arestas vincadas e ásperas, sem forma definida.
Tal se assemelha ao Aprendiz Maçon quando entra em Loja pela primeira vez. Ele próprio é essa pedra grosseira. Ela representa o seu estado e o longo caminho que ele tem ainda a percorrer…
O trabalho do Aprendiz consiste no desbastar dessa pedra bruta; no seu aprimoramento pessoal e moral.
O Aprendiz com o auxílio do malho e do cinzel, com sua vontade própria e o desejo de melhorar, deve desbastar essa pedra bruta (ele) e dar-lhe forma, torna-la perfeita, com as suas faces bem polidas e transformar essa pedra, numa pedra cúbica.
E essa transformação, passa por numa fase primária, burilar as pontas, as arestas que a pedra tem. Tentar ele próprio, vencer os seus medos e receios, “acalmar” as suas ansiedades, adquirir a concentração e disciplina necessárias à tarefa a que se propõe. Só dominando os seus pensamentos poderá ele então dominar as suas atitudes. Pensando com a clareza e discernimento necessário para que nada diga ou nada faça que não tenha a certeza de o fazer.
E só depois desse “pequeno/grande trabalho”, no qual, também expos o interior da pedra à vista de todos, o seu Interior (Alma), é que poderá então tornar a pedra mais harmoniosa, alisando e polindo a sua face, através da sua persistência em se tornar melhor pessoa, sendo mais solidário, mais tolerante e mais fraterno com o seu próximo.
Só assim, a pedra começará a ganhar a forma desejada, e se poderá concluir então, se o trabalho efetuado, se encontra no caminho certo.
E só pesando os prós e os contras, o antes e o depois, se conseguirá analisar o que se tem conquistado com este labutar. Que será sempre mais do que o que se perdeu ou gastou em tempo e energia para se poder dedicar a essa árdua tarefa. Certamente durante esse processo aumentou o seu conhecimento sobre várias matérias, mas acima de tudo, melhorou o seu auto-conhecimento (o mais importante deste processo).
Como proporcionalmente, se perderam vícios e comodismos que nada trazem de melhor à sua vida, e que só o “atrasam” na percepção do mundo em que vive.
E é nesse mundo profano, em que o Aprendiz vive, que deve ele usar os seus conhecimentos e a experiência adquirida no polir a sua pedra, que ele deverá exercer a sua influência. Sendo um exemplo de boa conduta para os demais, sempre cumpridor dos deveres e regras tal como qualquer outro cidadão seja obrigado a cumprir e a respeitar. Nunca estando acima da Lei, mas ao seu nível.
E apesar do trabalho de se desbastar a pedra bruta, ser um trabalho e caminho (evolução) pessoal, ele não se faz solitariamente. Existe sempre alguém pronto para o ajudar nesse percurso, nunca o facilitando, mas servindo apenas de apoio e guia. E esse acompanhamento, esse “guia”, ele pode encontrar na sua Respeitável Loja, refletido nos seus Irmãos.
E na sua Respeitável Loja, através da partilha mútua de conhecimentos e experiências em Loja com os seus Irmãos, fazendo uso do seu tempo disponível (às vezes sacrificando inclusive a sua família), se envolvendo mais nas atividades da Loja, estudando o catecismo, tomando atenção ao que lhe dizem e cumprindo de forma laboriosa o ritual, que o aprendizado do Aprendiz se faz (o próprio desbastar a pedra bruta, é um processo de aprendizagem e ensino).
Ele aprende porque usufrui da informação e experiências que os seus Irmãos lhe podem oferecer. Mas também deve ele ensinar os seu Irmãos, partilhando o que sabe e auxiliá-los no que eles mais precisem. Porque um dos seus próprios deveres, é também auxiliar os seus Irmão no desbastar das suas pedras… Pois também ele os “transforma”, com a sua forma de estar, exemplo de conduta e conhecimento.
Somente partilhando o que se tem, é que se pode obter mais, nunca num sentido material, mas antes, num sentido espiritual. Só doando parte dele próprio, poderá conquistar mais Conhecimento, ser Respeitado e ter a Amizade dos seus Irmãos.
Às vezes pensa-se que partir pedra e polir a mesma, é um trabalho fácil.
Mas desengane-se quem assim pensa. Se fosse assim tão fácil, eu não seria Maçon!
Disse.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
" O Pedreiro"
Na alvorada da manhã, segue o pedreiro o seu caminho.
Espera-lhe uma jornada longa e árdua.
Na sacola apenas leva o seu farnel, que lhe proporcionará as forças necessárias para que cumpra a sua missão...
Chegando ao local do trabalho, o pedreiro observa os seus irmãos e camaradas de labuta que lhe antecederam na chegada em franca e simpática harmonia.
A fraternidade entre todos existe e é amplamente notada, tal a alegria no ar...
Eis que chegada a hora de trabalhar, todos os pedreiros com as suas ferramentas de desbatar a pedra, quase que num movimento sincronizado dão início a mais uma jorna de trabalho.
A sua tarefa é a edificação de um templo de culto ao Homem. Não ao homem "vulgar", mas ao Homem divino.
Esse Grande Arquitecto que visiona e tutela as nossas "obras"...
Ao fim do dia, chega o pedreiro a casa cansado, mas com a sensação de dever cumprido.
Amanhã será um novo amanhã...
Logo um novo dia, logo o repetir de acções, gestos e tarefas que ele tão bem conhece e que tão bem aplica.
E isto fará o pedreiro sempre e de modo incansável, ostentando um sorriso sincero na face; ao longo dos tempos até que a Obra fique acabada...
Para quando eu não sei, mas ele também não o saberá...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Sugestão Literária...
Como primeira sugestão de leitura, obrigatóriamente Vos sugiro as "Constituições de Anderson".
Livro:"As Constituições dos Franco Maçons", de James Anderson, Ed. Campo da Comunicação. (edição bilingue)
Opinião: Apesar de escritas entre 1720 e 1721 pelo pastor prisbiteriano James Anderson, são ainda hoje em dia, a base das leis que regem a Maçonaria.
Nas suas páginas encontramos uma pequena "História da Humanidade" bem como os deveres de um Maçon.
Imperdivél.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
"Construtores..."
e os seus simbolos encontrei.
Grandes segredos desvendados,
que nas pedras foram talhados.
Inspirados construtores eles foram,
que do nada a maravilha criaram,
ainda hoje, as obras se sustentam
nestes anos que passaram.
Da arte e do seu engenho,
muitos edifícios foram construidos.
Hoje em dia são tão admirados,
como antes o foram nos tempos idos...
Com os seus traços,
muitas pranchas traçaram.
Das alcaçovas aos passos
muitas pedras lapidaram.
Estes construtores que nunca desapareceram,
refugiaram-se no secreto,
hoje em dia não edificam casas,
mas templos ao Homem discreto...
sábado, 22 de janeiro de 2011
"Solidariedade"
Nesta vida por ando,
nunca a solidariedade me abandonou .
Aos meus Irmãos agradeço,
o tal "abraço" que nunca me faltou ...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
"Pavimento Mosaico"
Um chão “aos quadradinhos” brancos e pretos.
Chamam-lhe de "Piso Mosaico”.
Situado no centro da Loja, é o local onde se encontra o Altar, o qual é encimado pelo Livro da Sagrada Lei, o Esquadro e o Compasso (as três Luzes da Maçonaria); sobre esse piso encontram-se também o Painel do Grau e as Colunetas, sendo circundado pela Orla Dentada.
E como piso que é, serve para ser pisado. Claro!
Pois. Mas isso é o que o mais incauto seria levado a pensar…
O Piso ou Pavimento Mosaico, como também pode ser designado, não serve para ser pisado, ou não o deveria ser.
Como pavimento que é, ele serve também para nos lembrar que o piso ou chão de um Templo Maçónico deve ser pisado por qualquer pessoa, independentemente da sua Raça, Credo e Filiação. Quer isto mesmo dizer que o Piso de uma Respeitável Loja, representa também a própria Universalidade da Ordem Maçónica.
Apesar do Templo Maçónico/Respeitável Loja representar as formas do Templo de Salomão (na sua dimensão), este tipo de piso não existia no referido templo, tendo ele origem na Antiga Suméria.
O facto de ter apenas duas cores (Branco e Preto), é que por sua vez já suscita várias interpretações.
Há quem considere que o Preto é o resultado da mistura de todas as cores e o Branco, como a ausência de cor. Há quem por sua vez considere que o Preto é a ausência de Luz e o Branco, a sua presença.
Deixando as “cores” de lado, uma coisa é certa. O Pavimento Mosaico é um Ornamento da Loja, e apesar de não ter um cariz filosófico vincado, ele encerra em si algum simbolismo. E é esse simbolismo que nos interessa apreender…
Ele representa as Dualidades que existem na nossa Vida. A luta do Bem contra o Mal, o vencer a Ignorância através do Conhecimento, o triunfo da Verdade sobre a Mentira, a Luz e as Trevas, a Vida e a Morte, o Espírito e a Matéria, a Pobreza e a Riqueza, bem como a Diversidade dos Povos e Culturas que existem.
E no “nosso” caso concretamente, os quadrados brancos e pretos, podem simbolizar a União existente entre Maçons apesar das suas diferenças pessoais e a sua permanente luta contra os Vícios, sobrepondo as suas Virtudes, destacando-se dos demais no Mundo Profano (Iniciados vs Profanos) através das suas Qualidades em detrimento dos seus Defeitos.
E como o Pavimento Mosaico é formado por quadrados perfeitos, eles simbolizam a Harmonia que deve reinar entre Irmãos, tanto no interior do Templo Maçónico como no mundo profano.
Um Maçon antes de ser Iniciado e passar a viver na Luz, ele era um profano e deambulava pelas trevas, isto é, “não via p’ra lá de lá”; no entanto, na sua Iniciação, a “Luz fez-se”, e Ele passou a ver mais além… Passou a ver mais que simplesmente a cor “preta ou branca”, passou a ver e sentir o contraste de tais “cores”, a sua oposição e a sua ligação mundana.
Uma dicotomia permanente que se reflecte nas nossas atitudes do dia-a-dia. Mas para além disso, o profano depois de iniciado (Maçon) passou a distinguir não só as quadriculas alvi-negras, mas principalmente a linha que as une e que ao mesmo tempo as separa. Um paradoxo, mas que nem por isso é de menor importância. Ao contrário de um profano, um Maçon sabe como e por onde deve caminhar. E é sobre essa “linha” que ele fará o seu percurso, um caminho sem “altos e baixos. Tomando essa via “estreita”, ele não encontrará qualquer obstáculo que lhe dificulte o seu caminho, o que lhe permitirá fazer um percurso limpo e a direito, sem qualquer desvio que abrande a sua busca pela Perfeição.
E como foi alguém que transitou das trevas para a Luz, da noite para o dia, ele tem a perfeita noção que isso significa, alguém que vivia na Ignorância e que agora se faz rodear de Conhecimento, e ele ao circular nessa linha de separação, não toca na Ignorância/mosaico preto (porque se afasta dela) e não toca no Conhecimento/mosaico branco (apesar de estar “perto”). E ele não atinge o Conhecimento, porque o Conhecimento não é atingível. O Conhecimento é algo que não é mensurável, o Conhecimento não é um fim mas antes um princípio, é uma busca incessante.
E é por isso que o Maçon, utiliza essas linhas, esses canais de força (uma vez que estão no solo, poderei considerá-los como canais alimentados por uma força telúrica, uma “força viva” que o alimenta), para fazer o seu Caminho de Vida, fugindo da Ignorância e procurando atingir o Conhecimento/Perfeição.
De um lado terá os seus Defeitos e os Vícios que tentará colmatar, do outro lado as Virtudes e Qualidades que procurará acentuar, e que ao mesmo tempo lhe servem de guia.
E por isso, tem uma plena consciência da sua natureza, material e espiritual.
Ele sabe o que quer…
Para ele a noite já não é simplesmente a noite, e o dia também já não é simplesmente o dia. São antes, uma luta incessante entre as trevas e a Luz, uma luta que ele sabe que o rodeará até ao fim dos tempos. E é a viver nessa luta, nesse confronto de dualidades que ele irá prosseguir a sua Vida. Utilizando o seu Livre-Arbítrio como consciência e apoio nessa caminhada.
E o facto de existir uma alternância de cores (preto e branco), permite a existência de contrastes, pois se tudo fosse uniforme, sem diferenças, nada haveria para contestar, e tudo seria perfeito, o que não é de facto a nossa realidade.
E como tal, sem esta dita alternância, como se poderia distinguir o Profano do Iniciado?!
Não seriam eles ambos confundíveis entre si? Pois nada haveria para os diferenciar…
O próprio cimento que serviu de base e alicerce ao Piso Mosaico, simbolizará também a ligação que cada Maçon tem em relação ao seu irmão; isto é, apesar das suas diferenças, o laço fraternal que os une é mais forte que tudo. Um Maçon vive a Fraternidade e a Solidariedade de uma forma mais intensa, mais apaixonada do que qualquer outro. E é essa forma de estar na vida, que lhe permite pisar o Piso Mosaico, sem tocar no preto nem no branco. As cores do piso das nossas Respeitáveis Lojas.
De facto, o Piso Mosaico não é apenas um “Xadrez preto e branco”, simboliza mais que isso. E também muito mais que uma mera interligação entre opostos ou um “simples caminho”...
Disse.
sábado, 15 de janeiro de 2011
"Idades..."
Com 3 anos renasci,
posteriormente 5 anos completei.
Aos 7 anos , mestre me fiz,
e hoje em dia já não conto
os anos pelos quais passei...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
"Pela Escada de Jacob..."
Pela escada de Jacob acima, subo degrau a degrau, pé ante pé.
De passo firme e acelerado, tento chegar ao cimo.
Nunca uma escada me pareceu tão grande, nunca uma escada me pareceu tão íngreme e comprida.
Mas sempre que fraquejo no caminho e abrando o passo, há sempre um Irmão que me apoia e me persiste em continuar nesta caminhada.
- Nunca desistas!
- Pois sim, meu Irmão.
- Bem sei que é difícil e árdua esta subida, mas nunca a farás sozinho, eu estarei cá sempre para te apoiar.
- Obrigado Irmão, com essas palavras de incentivo, deste-me o alento e a coragem para prosseguir, e sei que se voltar a fraquejar, me susterás na queda, me reconfortarás e me animarás a seguir em diante.
Tenho de prosseguir e assim o farei... até ao cimo!
domingo, 9 de janeiro de 2011
"Intolerância cruél..."
Ó Intolerância cruél que corrois este mundo,
Tão nefasta que és.
À tua conta anda meio mundo às turras e sem forma de se acalmar.
Pões as gentes desnorteadas e sem rumo,
Apenas a desgraça dos outros pretendes alcançar...
Tão nefasta que és.
À tua conta anda meio mundo às turras e sem forma de se acalmar.
Pões as gentes desnorteadas e sem rumo,
Apenas a desgraça dos outros pretendes alcançar...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Desbastando a minha PEDRA BRUTA...
Com o malho e o cínzel vou desbastando esta pedra bruta que sou.
Uma pedra irregular que almeja a forma cúbica e perfeita.
Somente através desse trabalho poderei alcançar algo mais e melhor, e tornar superior a minha existência.
Sem este desbaste não sou apenas mais que uma simples pedra no meio desta imensa pedreira em que me encontro.
Nada mais que isso.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
"Iniciação"
No Templo vendado entrei.
Estava escuro e assim fiquei.
Num sem-fim de voltas deambulei.
Por fim, a Luz vislumbrei.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
"Transformação..."
Com o Esquadro, me esquadrinhei;
Com o Malho e o Cínzel, me cínzelei;
E de Pedra Bruta em Pedra Polida
eu me transformei!
sábado, 1 de janeiro de 2011
Pedra de Buril
SOU COMO UMA PEDRA DE BURIL.
PEDRA QUE VAI BURILANDO, PEDRA QUE SE VAI POLINDO...
NÃO EXISTE NADA QUE EU NÃO BURILE, NÃO EXISTE NADA, EM QUE NÃO ME TENTE APERFEIÇOAR...
SIGO NESTE TRILHO QUE É A VIDA, ALMEJANDO BUSCAR A ILUMINAÇÃO...
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